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Coluna -
CARREIRA NO PRUMO
Aqui você
encontra um índice dos artigos publicados nesta coluna:
A
respeito da ética
Deixa de ser bobo,
todo mundo faz.
Esta é a frase mais usada para justificar o comportamento ilícito. Dentro dela
estão embutidas práticas como a do médico que solicita um “por fora”
argumentando que a remuneração do plano de saúde não é satisfatória; do
empresário que molha a mão do pessoal que libera carga na alfândega; do pai de
família que trabalha sem carteira assinada e do empregador que contrata o pai de
família; do vendedor que dá uma comissão ao comprador para fechar negócio; do
comerciante que compra nota fria para tributar menos ou sonegar; do consumidor
que compra produto pirateado porque senão não poderia comprar; da sacoleira que
trabalha no mercado informal para sustentar quatro filhos; e assim por diante,
numa lista de comportamentos interminável assimilados como “naturais” neste
mercado selvagem.
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Kivitz
A
tirania da felicidade
Vivemos hoje o
que se poderia chamar “a tirania da felicidade”. Ser feliz virou uma obrigação.
O consenso diz que a felicidade é o objetivo maior da humanidade. Pascal
Bruckner, ensaísta francês, autor de Euforia perpétua (Rio de Janeiro, DIFEL,
2002) analisa que esse fenômeno ocorreu “depois de 1968, quando se fez uma
revolução em nome do prazer.” Desde então, a felicidade, “mais do que o
dinheiro, é a nova ostentação dos ricos. Eles estão na mídia e exibem seus
carros de luxo, sua vida amorosa extraordinária, seu sucesso social, financeiro
ou mesmo moral, quando colaboram com instituições beneficentes. A felicidade
virou parte da comédia social.”
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Kivitz
Angústias
da alma
As angústias da
alma nos jogam de um lado para o outro e não sabemos se nos basta um calmante ou
uma oração, ou ambos. Não se sabe se o apelo vem da imanência ou da
transcendência. Não é possível distinguir o necessário: o pão ou a providência,
o aplauso ou o significado, o sexo ou o afeto, o prazer ou o arrebatamento. Na
verdade, não sabemos sequer se uns existem sem os outros, ou, por exemplo, onde
estará o afeto sem o toque, a providência sem a mesa posta, a realização sem o
reconhecimento, o significado sem a aprovação, o êxtase sem a sensação. Pode o
faminto experimentar a segurança; a presença conviver com a solidão; o útil
permanecer anônimo?
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artigo de Ed René Kivitz
As
verdades de Norton I, imperador dos Estados Unidos
Entre os anos
de 1819 e 1880 viveu em San Francisco, um homem que se autodenominava Norton I,
Imperador dos Estados Unidos. Vivia e agia como tal e era acatado pela sociedade
com todas as honras. Sua companhia era aceitável, sua presença em festas e
eventos era disputada e seu apoio sempre desejado para toda e qualquer causa.
Imprimia seu próprio dinheiro, que nenhum dono de restaurante ousava rejeitar.
Uma legítima nota de cinqüenta centavos de dólar do Norton I hoje é
comercializada por mais de 500 dólares. Mais de 10 mil pessoas compareceram ao
seu funeral, revelando o quanto valorizavam sua excentricidade.
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Kivitz
Dinheiro,
sexo e futebol: as 3 coisas que o brasileiro mais gosta
(não necessariamente nessa ordem)
As pessoas compram
uma coisa só. Não importa se compram um sapato, uma BMW ou um ingresso
para o teatro, estão comprando uma coisa só. Quem compra uma caneta, uma
camisa do seu time ou uma viagem para Nova York está comprando uma coisa
só. Os caras que estão tendo sucesso hoje descobriram isso. Os
profissionais mais bem remunerados do nosso mercado são aqueles que sabem
explorar esse fato. O que as pessoas estão comprando? Simples...
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René Kivitz
Emprego,
empregados e empregadores
Em 1990, a taxa de desemprego na região metropolitana era de 4%. Hoje, beira
20%. Isso dá razão a Rosabeth Moss Kanter, quando diz que “se a segurança não
vem mais de ser empregado, precisa vir de ser empregável”. A General Eletric é
mais explícita em seu discurso: “Podemos demitir você a qualquer momento, mas
você pode permanecer nesta organização enquanto, de alguma maneira, estiver
agregando valor. Permanecendo aqui, nós lhe daremos um trabalho interessante e
recursos para desempenhá-lo; pagaremos seu salário e lhe daremos treinamento, de
modo que, quando o tempo chegar, você deverá ser capaz de achar outro emprego em
outra companhia ou em qualquer outro lugar”.
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Kivitz
Esteira
parada não emagrece; vira cabide!
... estava eu assistindo
um filme na TV quando aparece um comercial de um banco falando exatamente isso:
‘esteira parada não emagrece’. Os sonhos não se tornam realidade se não lutarmos
por eles. Não chegamos ao destino se não colocamos o pé na estrada, e etc, etc.
Acabamos de passar pelo ‘dia da borracha’. O dia em que alguém diz ‘adeus
ano velho, feliz ano novo’. A festa traduz nossa vontade de apagar o que de ruim
aconteceu e ficar só com o que de bom faremos. Erros? Só no passado! Acertos?
É só o que teremos de hoje em diante! Que ninguém nos segure.
Mas a esteira continua parada, e nós ganhando peso. Os sonhos seguem sendo
sonhos, como se esperássemos...
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Sider
Futuro
planejado e futuro idealizado
Duas coisas estão implícitas no paradigma tradicional do conceito de
planejamento. A primeira é a premissa, a segunda é o compromisso. Quanto à
premissa, planejamento implica naturalmente metas, isto é, pontos de chegada
mensuráveis: planejar é definir onde se pretende chegar. Quanto ao compromisso,
planejamento pressupõe que se ande em direção ao planejado, isto é, quem planeja
assume o compromisso de fazer o máximo esforço para que suas decisões conduzam
sempre ao ponto de chegada planejado.
Minha proposta é abandonar a tirania das metas. Em outras palavras, você não tem
um futuro planejado, mas sim um futuro idealizado.
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Kivitz
10
razões para inserir o tema "Espiritualidade" na pauta da sua empresa
A palavra espiritualidade pode suscitar muitas imagens: um mosteiro, com homens
recolhidos e afastados da realidade, auto-flagelando-se em penitências; pessoas
sentadas em roda, na posição de lotus, buscando fazer uma ponte entre seu eu
mais profundo e com as energias do universo; o auditório repleto de crentes
diante de um pastor mais parecido com animador de auditório e fazendo promessas
para a solução imediata de quaisquer problemas em trocas de ofertas financeiras;
a romaria de fiéis que cruzam uma pequena vila, à luz de velas, seguindo um
santo de devoção ao som de cantilenas tristes; ou até mesmo a mesa ao lado da
sua, cheia de cristais, gnomos, fitas e amuletos que visam atrair os bons
fluídos e afastar os mau olhados.
Todas estas, na verdade, são expressões de espiritualidade, cada uma delas
empacotadas...
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René Kivitz
Insight,
metanóia e crescimento
“Quer faturar uma
graninha? Escreva um livro (qualquer livro!) e arranje alguém que introduza você
no circuito de palestrantes para executivos. Trate de preferência de ninjas,
golfinhos, da sabedoria dos povos primitivos aplicados à administração (índios
são uma boa), andorinhas ou lobos. A turma adora essas coisas. Exatamente como
meu sobrinho de sete anos”.
O sobrinho dele já deve estar com 12, pois o Clemente Nóbrega fez esta
declaração...
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René Kivitz
Motivação
- o que conta e o que pode ser contado
Então a coisa é a
seguinte. De vez em quando você tem certeza que está construindo uma catedral,
outras vezes está apenas assentando tijolos e na maioria das vezes está
defendendo o leite das crianças e uma aposentadoria confortável. Mas qualquer
que seja sua atividade profissional e seu ambiente de trabalho, sempre é
possível fazer as coisas com integridade e qualidade, expressar talentos...
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René Kivitz
Não
basta correr mais rápido
...o futuro é
dos que são capazes de transformar seu mix de talentos em produto ou serviço.
Estes são os que têm um profundo senso de sua vocação e sabem onde querem
chegar. No meio do caminho vão encontrando meios de se aperfeiçoar, aprender, crescer. Eles
não esperam chegar lá para que depois se dediquem a uma coisa que eles
acreditam, sabem e gostam de fazer. Eles chegam lá exatamente porque se dedicam
a fazer uma coisa que acreditam, sabem e gostam de fazer. Ou como disse Eric
Liddell, uma das estrelas inglesas dos Jogos Olímpicos de 1924, “para ser
campeão não basta correr mais rápido, é preciso gostar de correr”.
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Ed René Kivitz
O
primeiro e outros passos
É comum a gente ouvir que o brasileiro é ótimo de iniciativa e péssimo de
acabativa.Parece que há um fundo de verdade nessa conversa. Esteiras que
funcionam como cabide; pares de tênis usados apenas três vezes para as
“caminhadas todos os dias”; cursos de inglês abandonados na metade do segundo
módulo; dietas interrompidas na primeira tentação; mestrados com matrículas
trancadas; consultas médicas procrastinadas; casos de amor mal acabados – aliás
ela não sabe até hoje se acabou ou não acabou; são experiências muito comuns aos
mortais como eu e você.
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René Kivitz
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