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Nossos artigos & textos
Coluna -
CORRE-CORRE
Aqui você
encontra um índice dos artigos publicados nesta coluna:
A
meta
Você decide ir ao cinema. Sai de casa e quando
percebe, imerso em seus pensamentos, está fazendo o caminho convencional para ir
ao trabalho – e que coincidentemente é diametralmente oposto. Depois de
enfrentar um belo trânsito, acerta o passo e chega ao shopping. Vasculha os três
pisos para obter uma vaga no estacionamento. Logo mais, encontra uma agradável
fila para comprar os ingressos. Na boca do caixa descobre que a sessão está
esgotada. Outra, só duas horas e quinze minutos depois.
Impossível? Improvável? Com você não? Pense bem antes de responder. Se você
ainda não passou pelo ciclo completo descrito acima, uma boa parte dele já lhe
visitou num final de semana destes. O mal é o mesmo que afeta profissionais e
empresas no mundo corporativo: a ausência de metas definidas.
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Tom Coelho
Agenda de 10
segundos
A palavra é: rotina. Assim vivemos e
morremos, dia após dia, percorrendo os mesmos caminhos, mecanicamente. Assim
tornamos nossas carreiras desestimulantes, nossos relacionamentos insípidos.
Desencanto, alienação e desespero. O prazer e a alegria são raros. E voláteis.
Somos completamente infelizes em nossa infelicidade e brevemente felizes em
nossa felicidade. E estamos sempre aguardando o dia seguinte, quando tudo o que
era para ter sido e que não foi acontecerá.
Ouço músicas que gostaria de ter ritmado, leio textos que gostaria de ter
escrito, vejo produtos que gostaria de ter fabricado e conheço idéias que
gostaria de ter tido. Então percebo que tudo aquilo foi criado por pessoas como
eu, dotadas de angústias e limitações, certamente não as mesmas, pois com
origem, intensidade e amplitude diferentes. Pessoas que se superaram, talvez não
o tempo todo, talvez por apenas uma fração do tempo.
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artigo de Tom Coelho
Como
se fosse pela primeira vez
O tempo passa e a idade aplaca-se sobre nós. Amadurecemos, mas também perdemos
coisas. E só nos damos conta de nossas perdas depois que elas ocorreram. E todo
final de ano colocamo-nos a refletir sobre o que fizemos, o que conquistamos, o
que faremos e para onde iremos.
A rigor, podemos qualificar nossas vidas como absolutamente rotineiras. Uma
repetição constante de tarefas e experiências em favor da sobrevivência, da
subsistência. Apenas passamos. E podemos nos imaginar humanamente medíocres, vivendo
vidas previsíveis e medianas. Mas também podemos tornar estes eventos únicos,
posto que os são. Basta fazer tudo como se fosse pela primeira vez. E pela
última vez.
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Quinze
anos
Entre um universo e
outro o que os une é a solidão. Mulheres de um lado, homens de outro,
compartilhando a vida com amigas e amigos, à espera de serem “tirados para
dançar”. Parece que a sociedade moderna nos robotizou, tornou-nos tão mecânicos
que perdemos a capacidade de nos apaixonar. E, mais ainda, de amar. Construímos
um muro em nosso redor com tijolos de intolerância. Ficamos tão seletivos que
ficamos sós.
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