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Coluna - UM CIRCO CHAMADO EMPRESA
Aqui você
encontra um índice dos artigos publicados nesta coluna:
Elefante
não sobe em árvore... a não ser
que...
... empresas
estão cheias de elefantes em cima das árvores, piando feito sabiás. Gente
errada, no lugar errado, fazendo sabe-se lá porque um monte de coisas que
ninguém sabe pra que serve. Antes de mandá-los descer, lembre-se: alguém os
colocou lá. Alguém os mandou fazer o que fazem. Toda ordem “estranha” tem um
grande padrinho. Não a desfaça de imediato. Melhor mandar os elefantes apenas
pararem de cantar. Os padrinhos vão aparecer. O que permite que você ache o
melhor jeito de fazer os bichos descerem de lá, antes que eles derrubem a
árvore.
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Sider
Ha-ja
sa-co!
...era
o clima reinante. Um verdadeiro circo. O resultado prático que se tem quando se
privilegia o puxa-saquismo.
Realmente havia algo que me fazia
esquecer um pouco minhas mazelas no trato e na negociação de poder e autoridade
com a família proprietária da empresa. Afinal eu era o diretor contratado que
teria de mudar as rotinas que eles mesmo haviam permitido existir. Jamais
poderia supor o quanto de diversão me estava reservado ao lidar com os mais
hilariantes casos. O que acabei achando na empresa, que aqui chamo de Ceplasa”,
merece ser relatado.
Quer conhecer outras histórias? E creia-me... ver-da-dei-ras? Veja só:
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Sider
La
Femme Lucimar
...ninguém
conseguia nada com o Torquato sem antes ter a benção da Lucimar. Bastava sentar
na frente dela e falar um pouco do assunto. Se ela se empolgasse, ponto. Se ela
se desinteressasse ou fizesse uma cara de desaprovação, era melhor não insistir.
Contava-se que os que tentaram pagaram caro. A mulher mandava em todo mundo. Até
assinava os cheques, fazendo a assinatura por extenso: Ermenegildo Torquato de
Oliveira. O Torquato é que parecia sofrer para acertar sua própria assinatura.
Era amigaça da mulher do Torquato e conselheira dos filhos adolescentes dele.
Coisa de louco!
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Carlos Sider
Marinês
& Suely
O diálogo das
duas era mais ou menos este. Diálogo, ou melhor, quase que um monólogo da
Marinês:
- é um “bissurdo” mesmo! O Antunes sabe que eu carrego aquele departamente
nas costas. Sou eu que faço a folha de pagamento. Sou eu que faço o levantamento
dos cartões de ponto. Sou eu que resolvo os problemas com a assistência médica,
que calculo as férias de todo mundo, você sabe, né...
- ahan – limitava-se a responder a Suely, diante do que a Marinês seguia
animada:
- mas, quer ver maior “bissurdo”? Agora que ele comprou um “noutebuqui” novo
pra ele, sabe pra quem ele deu o antigo? Pra aquela “piranha” da secretária dele
– a Vanessa - que nem digitar sabe. E eu tenho que fazer todo o serviço com
aquela coisa pre-histórica...
- que “bissurdo”, Marinês!
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Carlos Sider
Na
Kombi ou no Galaxie?
Esta é uma história verídica, que me
foi contada anos atrás por um herdeiro-empresário. Não, não era o caso de
chama-lo de empresário, nem de empresário-herdeiro. Era um autêntico caso de
alguém que só é chamado empresário porque herdou negócios do pai. E não fazia
jus a herança. Esse era o caso do aqui chamado Juninho, filho mais velho do
Pereira. E irmão do Toninho e Lucinda, seus co-herdeiros e parceiros nas
trapalhadas empresariais.
Conhecí esta família
enquanto...
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Carlos Sider
O
importante é falar bonito!
Tenho observado
durante anos a vida corporativa dentro das empresas, principalmente nas
multi-nacionais . E tenho constatado que os profissionais que possuem maiores
facilidades de expressão verbal são os que atingem postos mais elevados, apesar de nem sempre estas suas facilidades virem acompanhadas
de capacidade. Em suma, mesmo uma “anta” vira um gênio quando fala bem
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de Carlos Sider
Será
que o Cidão foi mesmo extinto?
No tempo dele, e lá se
vai um bom tempo, contabilista levava o nome de guarda-livros. Era curso
técnico, feito junto com o colegial. O dele havia sido feito lá no bairro da
Moóca, em São Paulo. Depois entrou na vida. Nada desse negócio de faculdade. A
dele era a faculdade da vida.
Assim era o
“Cidão”, ou como eu deveria chama-lo, “Dr. Alcides”. Afinal, lá pelos idos dos
anos 80 eu ainda era um engenheirinho recém-formado, e como diziam, o Cidão
tinha bronca de quem vinha da faculdade para a empresa. Eram os engomadinhos, a
molecada, os “dotozinhos”, os bacharéis, etc, etc. Para ele o valor estava em
galgar os caminhos no dia a dia, aprendendo com o umbigo no balcão. Faculdade,
quando muito, à noite, enquanto se trabalhava de dia.
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Carlos Sider
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