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Coluna -
UM CIRCO CHAMADO EMPRESA

Aqui você encontra um índice dos artigos publicados nesta coluna:

Elefante não sobe em árvore... a não ser que...
... empresas estão cheias de elefantes em cima das árvores, piando feito sabiás. Gente errada, no lugar errado, fazendo sabe-se lá porque um monte de coisas que ninguém sabe pra que serve. Antes de mandá-los descer, lembre-se: alguém os colocou lá. Alguém os mandou fazer o que fazem. Toda ordem “estranha” tem um grande padrinho. Não a desfaça de imediato. Melhor mandar os elefantes apenas pararem de cantar. Os padrinhos vão aparecer. O que permite que você ache o melhor jeito de fazer os bichos descerem de lá, antes que eles derrubem a árvore.
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Ha-ja sa-co!
...
era o clima reinante. Um verdadeiro circo. O resultado prático que se tem quando se privilegia o puxa-saquismo.
Realmente havia algo que me fazia esquecer um pouco minhas mazelas no trato e na negociação de poder e autoridade com a família proprietária da empresa. Afinal eu era o diretor contratado que teria de mudar as rotinas que eles mesmo haviam permitido existir. Jamais poderia supor o quanto de diversão me estava reservado ao lidar com os mais hilariantes casos. O que acabei achando na empresa, que aqui chamo de Ceplasa”, merece ser relatado.
Quer conhecer outras histórias? E creia-me... ver-da-dei-ras? Veja só:
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La Femme Lucimar
...ninguém conseguia nada com o Torquato sem antes ter a benção da Lucimar. Bastava sentar na frente dela e falar um pouco do assunto. Se ela se empolgasse, ponto. Se ela se desinteressasse ou fizesse uma cara de desaprovação, era melhor não insistir. Contava-se que os que tentaram pagaram caro. A mulher mandava em todo mundo. Até assinava os cheques, fazendo a assinatura por extenso: Ermenegildo Torquato de Oliveira. O Torquato é que parecia sofrer para acertar sua própria assinatura. Era amigaça da mulher do Torquato e conselheira dos filhos adolescentes dele. Coisa de louco!
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Marinês & Suely
O diálogo das duas era mais ou menos este. Diálogo, ou melhor, quase que um monólogo da Marinês:
- é um “bissurdo” mesmo! O Antunes sabe que eu carrego aquele departamente nas costas. Sou eu que faço a folha de pagamento. Sou eu que faço o levantamento dos cartões de ponto. Sou eu que resolvo os problemas com a assistência médica, que calculo as férias de todo mundo, você sabe, né...
- ahan – limitava-se a responder a Suely, diante do que a Marinês seguia animada:
- mas, quer ver maior “bissurdo”? Agora que ele comprou um “noutebuqui” novo pra ele, sabe pra quem ele deu o antigo? Pra aquela “piranha” da secretária dele – a Vanessa - que nem digitar sabe. E eu tenho que fazer todo o serviço com aquela coisa pre-histórica...
-
que “bissurdo”, Marinês!
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Na Kombi ou no Galaxie?
Esta é uma história verídica, que me foi contada anos atrás por um herdeiro-empresário. Não, não era o caso de chama-lo de empresário, nem de empresário-herdeiro. Era um autêntico caso de alguém que só é chamado empresário porque herdou negócios do pai. E não fazia jus a herança. Esse era o caso do aqui chamado Juninho, filho mais velho do Pereira. E irmão do Toninho e Lucinda, seus co-herdeiros e parceiros nas trapalhadas empresariais.
Conhecí esta família enquanto...
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O importante é falar bonito!
Tenho observado durante anos a vida corporativa dentro das empresas, principalmente nas multi-nacionais . E tenho constatado que os profissionais que possuem maiores facilidades de expressão verbal são os que atingem postos mais elevados, apesar de nem sempre estas suas facilidades virem acompanhadas de capacidade. Em suma, mesmo uma “anta” vira um gênio quando fala bem
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Será que o Cidão foi mesmo extinto?
No tempo dele, e lá se vai um bom tempo, contabilista levava o nome de guarda-livros. Era curso técnico, feito junto com o colegial. O dele havia sido feito lá no bairro da Moóca, em São Paulo. Depois entrou na vida. Nada desse negócio de faculdade. A dele era a faculdade da vida.
Assim era o “Cidão”, ou como eu deveria chama-lo, “Dr. Alcides”. Afinal, lá pelos idos dos anos 80 eu ainda era um engenheirinho recém-formado, e como diziam, o Cidão tinha bronca de quem vinha da faculdade para a empresa. Eram os engomadinhos, a molecada, os “dotozinhos”, os bacharéis, etc, etc. Para ele o valor estava em galgar os caminhos no dia a dia, aprendendo com o umbigo no balcão. Faculdade, quando muito, à noite, enquanto se trabalhava de dia.
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