|
Nossos artigos & textos
Tom
Coelho, com graduação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela
ESPM/SP e especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no
Trabalho pela FIA-FEA/USP, é empresário, consultor, professor universitário,
escritor e palestrante.
Diretor da Infinity Consulting e Membro Executivo do NJE/Fiesp.
E-mail
tomcoelho@tomcoelho.com.br
Visite:
www.tomcoelho.com.br |
Aqui está um índice dos
artigos escritos por este autor até a presente data: |
 A
meta
Você decide ir ao cinema. Sai de casa e
quando percebe, imerso em seus pensamentos, está fazendo o caminho
convencional para ir ao trabalho – e que coincidentemente é diametralmente
oposto. Depois de enfrentar um belo trânsito, acerta o passo e chega ao
shopping. Vasculha os três pisos para obter uma vaga no estacionamento.
Logo mais, encontra uma agradável fila para comprar os ingressos. Na boca
do caixa descobre que a sessão está esgotada. Outra, só duas horas e
quinze minutos depois.
Impossível? Improvável? Com você não? Pense bem antes de responder. Se
você ainda não passou pelo ciclo completo descrito acima, uma boa parte
dele já lhe visitou num final de semana destes. O mal é o mesmo que afeta
profissionais e empresas no mundo corporativo: a ausência de metas
definidas.
 Agenda
de 10 segundos
A palavra é: rotina. Assim vivemos e
morremos, dia após dia, percorrendo os mesmos caminhos, mecanicamente. Assim
tornamos nossas carreiras desestimulantes, nossos relacionamentos insípidos.
Desencanto, alienação e desespero. O prazer e a alegria são raros. E voláteis.
Somos completamente infelizes em nossa infelicidade e brevemente felizes em
nossa felicidade. E estamos sempre aguardando o dia seguinte, quando tudo o que
era para ter sido e que não foi acontecerá.
Ouço músicas que gostaria de ter ritmado, leio textos que gostaria de ter
escrito, vejo produtos que gostaria de ter fabricado e conheço idéias que
gostaria de ter tido. Então percebo que tudo aquilo foi criado por pessoas como
eu, dotadas de angústias e limitações, certamente não as mesmas, pois com
origem, intensidade e amplitude diferentes. Pessoas que se superaram, talvez não
o tempo todo, talvez por apenas uma fração do tempo.
 Como
se fosse pela primeira vez
O tempo passa e a idade aplaca-se sobre nós. Amadurecemos, mas também
perdemos coisas. E só nos damos conta de nossas perdas depois que elas
ocorreram. E todo final de ano colocamo-nos a refletir sobre o que
fizemos, o que conquistamos, o que faremos e para onde iremos.
A rigor, podemos qualificar nossas vidas como absolutamente rotineiras.
Uma repetição constante de tarefas e experiências em favor da
sobrevivência, da subsistência. Apenas passamos. E podemos nos imaginar humanamente
medíocres, vivendo vidas previsíveis e medianas. Mas também podemos tornar
estes eventos únicos, posto que os são. Basta fazer tudo como se fosse
pela primeira vez. E pela última vez.
 Quinze
anos
Entre um
universo e outro o que os une é a solidão. Mulheres de um lado, homens de
outro, compartilhando a vida com amigas e amigos, à espera de serem
“tirados para dançar”. Parece que a sociedade moderna nos robotizou,
tornou-nos tão mecânicos que perdemos a capacidade de nos apaixonar. E,
mais ainda, de amar. Construímos um muro em nosso redor com tijolos de
intolerância. Ficamos tão seletivos que ficamos sós.
|