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O primeiro e outros passos
É comum a gente ouvir que o brasileiro é ótimo de iniciativa e péssimo de acabativa.Parece que há um fundo de verdade nessa conversa. Esteiras que funcionam como cabide; pares de tênis usados apenas três vezes para as “caminhadas todos os dias”; cursos de inglês abandonados na metade do segundo módulo; dietas interrompidas na primeira tentação; mestrados com matrículas trancadas; consultas médicas procrastinadas; casos de amor mal acabados – aliás ela não sabe até hoje se acabou ou não acabou; são experiências muito comuns aos mortais como eu e você.

Ed René Kivitz é teólogo, consultor, conferencista e escritor. É autor de vários livros, dentre eles Quebrando paradigmas, Stress e espiritualidade integral e Vivendo com Propósitos. É Pastor de uma igreja em SP e fundador e diretor presidente da Galilea Consultoria e Treinamento.


É comum a gente ouvir que o brasileiro é ótimo de iniciativa e péssimo de acabativa. Parece que há um fundo de verdade nessa conversa. Esteiras que funcionam como cabide; pares de tênis usados apenas três vezes para as “caminhadas todos os dias”; cursos de inglês abandonados na metade do segundo módulo; dietas interrompidas na primeira tentação; mestrados com matrículas trancadas; consultas médicas procrastinadas; casos de amor mal acabados – aliás ela não sabe até hoje se acabou ou não acabou; são experiências muito comuns aos mortais como eu e você.

Os chineses dizem que uma longa viagem começa com o primeiro passo. Mas o primeiro é sempre o mais fácil. O problema está em continuar dando os outros milhares de passos que nos levarão ao destino desejado. Botar o pé na estrada é uma delícia – quer coisa mais gostosa do que pegar a estrada no final de semana prolongado? O negócio é seguir viagem com o mesmo entusiasmo, e sem dar uns tapas nas crianças do banco de trás, ou sem perder a boa na fila do pedágio.

A razão porque as pessoas deixam as coisas pela metade é que funcionam com o paradigma errado de sucesso e felicidade. Acreditam que a felicidade é um lugar onde se chega: os sete quilos a menos, a fluência na língua, o acréscimo da pós no currículo, a chegada na casa da praia. Errado. A felicidade não é um lugar onde se chega, é um jeito como se vai. A felicidade não está na noite do casamento, mas na convivência prazerosa. Também não está na formatura, mas na experiência do curso. (Não está na inauguração do prédio, mas no ambiente que se constrói todos os dias).

Uma coisa é certa: quem não é capaz de extrair o melhor da jornada, não consegue manter o pé na mesma estrada. O primeiro passo é importante. Mas o segredo do sucesso e da felicidade está nos outros passos depois dele.


 




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