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Nossos artigos & textos

Carlos Sider é engenheiro químico e administrador de empresas. Tem atuado por muitos anos como executivo contratado por empresas como Bunge, Rhodia, Tintas Coral, Eternit, no Brasil e no exterior, e nos últimos 9 anos como principal executivo. Atualmente é o CEO da Konzept para a América Latina.

Aqui está um índice dos artigos escritos por este autor até a presente data:

A diferença entre negócios e negócios
Não estranhe, não. Todos tem o mesmo nome, e há muita gente que pensa que negócio é igual a negócio. Mas não é, não. Há diferenças radicais. Quero lhe convidar a analisar este elo extremamente importante do empreendorismo: a qualidade do negócio. Até agora, nesta série sobre empreendedorismo, falamos da postura do empreendedor, de sua capacitação, da forma correta de olhar para o negócio, de saber se situar no tempo e no espaço mercadológico. Coisas ligadas ao perfil da pessoa. Correto e necessário. Mas há horas que só isso não resolve. Há certos negócios que “santo nenhum” dá jeito. O negócio – o tipo do negócio – conta, e muito.

As melhores mulheres pertencem aos homens mais atrevidos!
Os melhores negócios também! Você já parou e pensou o quanto de verdade existe nesta frase de título, que aliás é de Machado de Assis? Pura verdade, ainda mais hoje em dia.
Retração nos negócios tem sido a regra, pelo menos na maioria dos mercados. O interessante é que os mercados não encolhem. A mesma população mundial que cresce uma barbaridade a cada segundo aumenta o volume de consumo mas não aumenta o dinheiro em circulação. Ao contrário, também é a responsável pelo crescimento da concorrência. Há cada vez mais gente para se enfiar no mesmo espaço de sempre...


Brasileiros e Argentinos - negócios sem rixa
Não tenho a pretensão de me achar entendido em relações culturais com los hermanos del Plata, mas confesso que uma peça chave da minha sobrevivência ao processo de argentinização foi o entendimento de uma escala de valores diferente da minha. Eu me explico.
Imagine uma reunião de negócios entre um grupo de argentinos e um grupo de brasileiros. Esta aí uma situação tão amigável quanto um jogo de futebol entre as duas seleções, acredite em mim.


Elefante não sobe em árvore... a não ser que...
... empresas estão cheias de elefantes em cima das árvores, piando feito sabiás. Gente errada, no lugar errado, fazendo sabe-se lá porque um monte de coisas que ninguém sabe pra que serve. Antes de mandá-los descer, lembre-se: alguém os colocou lá. Alguém os mandou fazer o que fazem. Toda ordem “estranha” tem um grande padrinho. Não a desfaça de imediato. Melhor mandar os elefantes apenas pararem de cantar. Os padrinhos vão aparecer. O que permite que você ache o melhor jeito de fazer os bichos descerem de lá, antes que eles derrubem a árvore.


Esteira parada não emagrece; vira cabide!
...
estava eu assistindo um filme na TV quando aparece um comercial de um banco falando exatamente isso: ‘esteira parada não emagrece’. Os sonhos não se tornam realidade se não lutarmos por eles. Não chegamos ao destino se não colocamos o pé na estrada, e etc, etc.
 Acabamos de passar pelo ‘dia da borracha’. O dia em que alguém diz ‘adeus ano velho, feliz ano novo’. A festa traduz nossa vontade de apagar o que de ruim aconteceu e ficar só com o que de bom faremos. Erros? Só no passado! Acertos? É só o que teremos de hoje em diante! Que ninguém nos segure.
Mas a esteira continua parada, e nós ganhando peso. Os sonhos seguem sendo sonhos, como se esperássemos...

Ganhe um pouco e gaste um pouco... menos
Tenho aprendido o que esta frase-título sintetizou. Passo a passo, um de cada vez. Pouco a pouco. Ganhe um pouco, gaste um pouco. Ganhou mais, gaste mais. Ganhou menos, gaste menos.
Ah, e como ficamos no empreendedorismo, onde em geral se gasta primeiro para ganhar depois? Ora, vale o mesmo. Sua parte é adivinhar quanto pode ser gasto e que, na conta final, seja menor do que o total que você ganhou.
E como se faz isso? Boas doses de arte. De estômago e amor ao risco. Com direito a grandes festas e também alguns tombos. Mas...

Ha-ja sa-co!
...
era o clima reinante. Um verdadeiro circo. O resultado prático que se tem quando se privilegia o puxa-saquismo.
Realmente havia algo que me fazia esquecer um pouco minhas mazelas no trato e na negociação de poder e autoridade com a família proprietária da empresa. Afinal eu era o diretor contratado que teria de mudar as rotinas que eles mesmo haviam permitido existir. Jamais poderia supor o quanto de diversão me estava reservado ao lidar com os mais hilariantes casos. O que acabei achando na empresa, que aqui chamo de Ceplasa”, merece ser relatado.
Quer conhecer outras histórias? E creia-me... ver-da-dei-ras? Veja só:


La Femme Lucimar
...ninguém conseguia nada com o Torquato sem antes ter a benção da Lucimar. Bastava sentar na frente dela e falar um pouco do assunto. Se ela se empolgasse, ponto. Se ela se desinteressasse ou fizesse uma cara de desaprovação, era melhor não insistir. Contava-se que os que tentaram pagaram caro. A mulher mandava em todo mundo. Até assinava os cheques, fazendo a assinatura por extenso: Ermenegildo Torquato de Oliveira. O Torquato é que parecia sofrer para acertar sua própria assinatura. Era amigaça da mulher do Torquato e conselheira dos filhos adolescentes dele. Coisa de louco!


Marinês & Suely
O diálogo das duas era mais ou menos este. Diálogo, ou melhor, quase que um monólogo da Marinês:
- é um “bissurdo” mesmo! O Antunes sabe que eu carrego aquele departamente nas costas. Sou eu que faço a folha de pagamento. Sou eu que faço o levantamento dos cartões de ponto. Sou eu que resolvo os problemas com a assistência médica, que calculo as férias de todo mundo, você sabe, né...
- ahan – limitava-se a responder a Suely, diante do que a Marinês seguia animada:
- mas, quer ver maior “bissurdo”? Agora que ele comprou um “noutebuqui” novo pra ele, sabe pra quem ele deu o antigo? Pra aquela “piranha” da secretária dele – a Vanessa - que nem digitar sabe. E eu tenho que fazer todo o serviço com aquela coisa pre-histórica...
-
que “bissurdo”, Marinês!



Marketing pela internet - sem spam e apesar do spam
Falo de uma estratégia pensada para usar a internet de forma barata, eficaz e inteligente. Falo de usar a internet para fazer com que seus clientes, ativos ou potenciais, saibam quem você é, o que e como pode lhes oferecer. Apesar de um monte de gente usar a internet para jogar lixo na nossa caixa de entrada, falo de usar a internet para despontar no meio do lixo. E como fazer isso? Sem dúvida não é mandando spam!

Na Kombi ou no Galaxie?
Esta é uma história verídica, que me foi contada anos atrás por um herdeiro-empresário. Não, não era o caso de chama-lo de empresário, nem de empresário-herdeiro. Era um autêntico caso de alguém que só é chamado empresário porque herdou negócios do pai. E não fazia jus a herança. Esse era o caso do aqui chamado Juninho, filho mais velho do Pereira. E irmão do Toninho e Lucinda, seus co-herdeiros e parceiros nas trapalhadas empresariais.
Conhecí esta família enquanto...


Não mande, nem motive. Inspire!
Inspire pelo exemplo, pelo compartilhar de sonhos, divida o prazer e a autoria das jogadas, provoque-os, quebre regras, siga regras, seja o que e como for, inspire! Inspire com base na sua própria inspiração. Compartilhe a sua inspiração, pois isso é claro: ninguém inspira alguém se ele próprio não for um inspirado. Portanto, é realmente coisa para poucos.
Ah, você tem um grupo de ‘motiváveis’, não de ‘inspiráveis’? Siga inspirando-os, mesmo porque inspirar está num grau acima de motivar, mas serve muito bem. E você nunca sabe (não sabe mesmo) qual lagarta vai ser borboleta um dia.
Ah, você só tem um montão de ‘mandáveis’? Bom, boa sorte. Você deve mesmo gostar de sofrer... ou de mandar.


O importante é falar bonito!
Tenho observado durante anos a vida corporativa dentro das empresas, principalmente nas multi-nacionais . E tenho constatado que os profissionais que possuem maiores facilidades de expressão verbal são os que atingem postos mais elevados, apesar de nem sempre estas suas facilidades virem acompanhadas de capacidade. Em suma, mesmo uma “anta” vira um gênio quando fala bem



Os grandes navegadores não devem sua fama às calmarias, mas sim às grandes tempestades!
Navegar não deixa de ser uma arte. Há muito o que prever, há técnica envolvida, bons equipamentos, mas o mar é imprevisível. Por mais que se planeje, por mais que se faça a lição de casa, basta o vento virar e uma nova tempestade se forma. Assim também é o mercado. Há muito o que planejar, muita conta a se fazer, mas a arte e a habilidade de empreender é algo que sempre tem um grande peso na conta.


Os três V´s que fazem chover
Como é que se faz chover? Ora, pergunte ao marceneiro que faz um armário perfeito a um preço competitivo. Fale com quem vende mais por menos, e segue tendo lucro. Fale com quem criou do nada um produto ou serviço que agora todo mundo quer. Siga estes caras. Imite-os. Aprenda da sua arte. Você verá que eles até usam os 4 ou 7 P´s, essa ou outra ferramenta, mesmo que não estejam acostumados a, digamos, “ligar o nome à pessoa”.
Todo novo negócio requer esforço, estômago, trabalho, e arte. A arte de saber o que fazer e o que não; para quem vender e para quem não; a hora de acelerar e a de frear. A arte de achar os 3 V´s de um novo negócio

Primeiro o ovo ou primeiro a galinha?
Quem veio primeiro? Você estava lá? Quem sou eu para tentar acabar com esta questão? Que no geral fique como sempre esteve... sem resposta.
Mas há casos particulares onde a questão pode até ser respondida. Na hora de fazer uma omelete ou um bolo, eu deixo a galinha de lado e pego o ovo. Mas na hora de falar de empreendedorismo, na hora de falar de um novo negócio, sou partidário de uma resposta única: na hora H, marque “galinha”.
Eu me explico.


Qual é o DNA da sua empresa?
As empresas e os empresários de maior sucesso já descobriram isso há muito tempo. Sabem que as pessoas precisam estar fazendo algo em que acreditam, que desejam produzir. Algo que fazem sem que sejam forçadas. Algo que fazem porque amam e valorizam. Agindo assim, as pessoas não trabalham pelo salário, pelo emprego. Trabalham por prazer, pela realização pessoal, pelo alcance e até pela superação de seus sonhos. O poder de uma equipe com este tipo de motivação é um arsenal nuclear ao seu dispor. Se apontado na direção certa, garantia de resultado. Se apontado na direção errada, ai, ai, ai.....


Quem voa também pode cair.  A arte está em saber aterrisar!
Há quem diga que abrir e/ou gerir um negócio nos dias de hoje é como decidir voar sem saber se, quando e como vai dar para pousar. Mas isso, francamente, é conversa de pessimista. Prefiro pensar em outro tipo de vôo.
Observe os pássaros. Gaste um tempo olhando para eles, sem grandes preocupações. Se você achar uma mãe tentando ensinar os filhotes a voar, melhor ainda.
Eu tenho o privilégio de morar meio afastado da cidade, em um condomínio de pequenas chácaras. E todo santo dia acordo com a passarada cantando na minha janela. De vez em quando, já que eles me acordam mesmo, gasto um tempo curtindo todos eles.



Será que o Cidão foi mesmo extinto?
No tempo dele, e lá se vai um bom tempo, contabilista levava o nome de guarda-livros. Era curso técnico, feito junto com o colegial. O dele havia sido feito lá no bairro da Moóca, em São Paulo. Depois entrou na vida. Nada desse negócio de faculdade. A dele era a faculdade da vida.
Assim era o “Cidão”, ou como eu deveria chama-lo, “Dr. Alcides”. Afinal, lá pelos idos dos anos 80 eu ainda era um engenheirinho recém-formado, e como diziam, o Cidão tinha bronca de quem vinha da faculdade para a empresa. Eram os engomadinhos, a molecada, os “dotozinhos”, os bacharéis, etc, etc. Para ele o valor estava em galgar os caminhos no dia a dia, aprendendo com o umbigo no balcão. Faculdade, quando muito, à noite, enquanto se trabalhava de dia.


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