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Qual é o DNA da sua empresa?
As empresas e os
empresários de maior sucesso já descobriram isso há muito tempo. Sabem que
as pessoas precisam estar fazendo algo em que acreditam, que desejam
produzir. Algo que fazem sem que sejam forçadas. Algo que fazem porque amam
e valorizam. Agindo assim, as pessoas não trabalham pelo salário, pelo
emprego. Trabalham por prazer, pela realização pessoal, pelo alcance e até
pela superação de seus sonhos. O poder de uma equipe com este tipo de
motivação é um arsenal nuclear ao seu dispor. Se apontado na direção certa,
garantia de resultado. Se apontado na direção errada, ai, ai, ai.....
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Carlos Sider é
engenheiro químico e administrador de empresas. Tem atuado por muitos anos
como executivo contratado por empresas como Bunge, Rhodia, Tintas Coral,
Eternit, no Brasil e no exterior, e nos últimos 9 anos como principal
executivo. Atualmente é o CEO da Konzept para a América Latina. |
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É, vamos tomar emprestado o conceito do DNA (que é a sigla do Ácido
Desoxiribonucleico, onde estão escritas suas informações genéticas). É o
centro das informações e códigos que determinam (ou determinaram) sua
altura, cor dos olhos, cor dos cabelos, e um monte de outras coisas.
Dá
pra mudar a cor dos olhos de uma pessoa? Coloque lentes, mas o natural você
não muda. Dá pra mudar a cor dos cabelos de alguém? Só na tintura, mas não
pra sempre. Nunca é definitivo.
Na sua empresa, é bom que você saiba qual é o DNA. Óbvio que não o
dos prédios, dos maquinários, da marca, disso ou daquilo. Impossível fazer
qualquer analogia assim. Mas falo das pessoas que fazem a sua empresa. Das
pessoas que, agindo como agem, fazem a sua empresa ser conhecida no mercado
onde atua. Das pessoas que fazem a personalidade da sua empresa no mercado.
Incluindo até você.
Claro que não estou falando de um DNA na essência física e/ou biológica, mas
de um DNA comportamental. Atitudes, não aparências. Motivações, não
declarações.
O
DNA de uma empresa ou de uma organização é o conjunto das coisas naturais
das pessoas que as compõem. Você precisa saber o que é o natural das pessoas
que estão a sua volta. Aquilo que elas fazem sem pensar. A forma pela qual
reagem no seu mais primário instinto. Descubra isso, pois é isso que você
terá na hora da verdade. Na hora da bonança, do “bem-bom”, é até possível
que seu pessoal adote uma postura mais “ensaiada”, mais “conveniente”, mais
“empregável”. Mas na hora da crise, na hora da onça beber água, na hora das
discussões mais acaloradas, todos nós voltamos ao nosso default, ao
nosso padrão original, à configuração primária, ao setup original.
Seu gerente de vendas é meio irritadiço? Não pode nem ouvir uma brincadeira
com o seu Corinthians do coração? Então não espere que ele se contenha
diante de algum comprador palmeirense e especialmente irônico. Seu vendedor
pode até prometer um discurso empresarial bonitinho, mas na hora da crise o
tamanco vai voar e junto com ele voará o seu bom negócio.
Seu pessoal financeiro é muito mais coração do que razão? Então não espere
os melhores resultados na hora de negociações que exijam frieza. Como que
por mágica, os oponentes facilmente descobrem o lado sentimental de seu
interlocutor.
Gosto de pensar que o DNA de uma empresa é a soma dos Dados
Não Alteráveis do pessoal que a compõe.
Você pode até pensar e propor o uso de campanhas motivacionais, de
mudança de postura, e isso francamente pode até ajudar em alguns poucos
casos. Mas nem sempre. Há situações onde não se muda comportamentos. Tal
como usar lentes para mudar a cor dos olhos ou tinturas para o cabelo. Cria
uma fachada que não pode funcionar para sempre e nem 24 horas por dia. Cria
uma aparência não sustentável a longo prazo, ou nos detalhes mais ínfimos.
As empresas e os empresários de maior sucesso já descobriram isso há muito
tempo. Sabem que as pessoas precisam estar fazendo algo em que acreditam,
que desejam produzir. Algo que fazem sem que sejam forçadas. Algo que fazem
porque amam e valorizam. Agindo assim, as pessoas não trabalham pelo
salário, pelo emprego. Trabalham por prazer, pela realização pessoal, pelo
alcance e até pela superação de seus sonhos. O poder de uma equipe com este
tipo de motivação é um arsenal nuclear ao seu dispor. Se apontado na direção
certa, garantia de resultado. Se apontado na direção errada, ai, ai, ai.....
Como reconhecer o DNA do seu povo? Algumas sugestões:
1- esqueça das reuniões, dos contatos formais. Observe-os em festas, em
happy-hours, quando vão tomar umas e outras ou comer uma pizza. Nem sempre a
presença do chefe é desejada ou natural nessas horas, mas veja o que é
possível fazer para saber como o seu pessoal se comporta em situações
informais;
2- qual é a história de cada uma das pessoas? Valorizam formação acadêmica?
Ou formaram-se na “faculdade da vida”? Como eles chegaram onde estão?
3- como as pessoas agem quando estão descontraídas? O que elas falam (e como
elas falam) quando não há formalidade na cena?
4- quais são os “heróis” deles? Que pessoas são mencionadas como exemplo
para eles? Por que? O que caracteriza estes heróis?
5- que situações críticas foram vividas e vencidas pelo “seu povo”? Quais
foram as vitórias deles? Como é que foram obtidas?
6- que coisas ou situações são criticadas pelo “seu povo”? Quais são as
coisas das quais eles não gostam?
Enfim, observe, meça, liste, pense. E comece a organizar seus pensamentos.
Pode ser que este conhecimento seja mais valioso do que você pensa.
Sua empresa, sua organização, sua ONG visa resultados com pessoas?
Ela também depende das pessoas. Pessoas que produzirão os resultados
conforme o que acreditam, conforme o que vivem. Conforme o DNA que tem.
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