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Em tempos de
economias recessivas, os investimentos em comunicação também sofrem
retração. Mas, como as marcas não sobrevivem se não manterem estratégias bem
definidas de permanência na mídia, o empresário, em geral, quer saber como
pode continuar a ser visto com verbas reduzidas. A discussão, no entanto,
deve passar pelo campo da credibilidade. Com menos chance de ser notado pelo
consumidor, a empresa precisa apostar no resultado e investir precisamente
em ações que gerem credibilidade em contraponto com a visibilidade
permanente trazida pelas campanhas publicitárias que se expandem nos vários
veículos de comunicação de massa.
A prova
de que a credibilidade da marca é construída muito mais com ações de
relacionamento com os públicos do que com campanhas publicitárias é o
aumento do uso de testemunhais nos veículos justamente porque as empresas
estão buscando formas de convencer o consumidor e a sociedade que o que elas
produzem e realizam no mercado é avalizado por formadores de opinião, o
mesmo que buscar a credibilidade como referência.
O
polêmico guru americano, Al Ries, na defesa do seu recente lançamento
editorial intitulado “A queda da propaganda” é enfático em afirmar que
propaganda não é comunicação. Para ele, a propaganda trabalha contra ou a
favor do que já está na mente das pessoas e não tem credibilidade para
adicionar novos conceitos. Segundo o autor, criatividade é justamente a
ênfase no novo e diferente, e que estes conceitos não devem ser usados pela
propaganda porque a melhor propaganda é aquela embasada no velho e familiar,
na utilização de idéias que reforçam o que já está na mente dos
consumidores.
O que
se diz de si mesmo não tem credibilidade e é apenas o que os outros dizem a
seu respeito que possui credibilidade, afirma Al Ries. O que ele quer dizer
é que as ações de relações públicas que envolvem o crescimento de uma marca
são muito mais significativas do ponto de vista da credibilidade e da
eficácia do que a criatividade usada pela propaganda. Sem a primeira, a
segunda não existe. É por isso também que as empresas buscam crescentemente
estabelecer relacionamentos com jornalistas e com a imprensa em geral. As
notícias são um exemplo de exposição da marca com credibilidade e reforçam
significativamente as ações mercadológicas da empresa.
Na
busca pela confiabilidade, os empresários estão cada vez mais interferindo
na criatividade dos publicitários e no conteúdo das peças de veiculação, o
que acaba causando certa insatisfação entre os profissionais da área. Mas, é
preciso pensar que em função da instabilidade econômica atual, os
investimentos – incluindo a comunicação – são reduzidos e que o espaço para
a comunicação sem resultado direto é cada vez menor.
Muitos
dos esforços empresariais passam a ser concentrados na busca do reforço de
relacionamentos diretos com os públicos e em ações inusitadas que possam
salientar a marca para o consumidor com menor custo de mídia. As tentativas
de aproximação com o target vêm reforçando o marketing dirigido e as ações
de relações públicas. Uma tendência que deve continuar mesmo depois das
economias retomarem o crescimento.
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