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Economizando clientes
O anonimato não existe mais. As empresas
precisam estabelecer relacionamentos com seus públicos. As pessoas esperam
hoje muito mais das empresas do que esperavam há bem pouco tempo. Por que
tantas empresas investem tanto tempo e dinheiro para criar imagem? Tudo se
inicia quando se estabelece a filosofia do negócio, em poucas palavras, a
responsabilidade social. As empresas estão sendo forçadas a não operarem
apenas visando o lucro ou produzindo mais e melhores produtos ou serviços.
Instituições e públicos querem que as empresas operem de maneira que o que
quer que façam não venha em detrimento dos bens sociais e pessoais, que
incluem produtos e serviços, meio ambiente, direito humano e civil. Por isso
as empresas precisam conhecer seus públicos, integrar-se, comunicar-se bem
com eles, criar envolvimento e participação. |
Cláudia
Romariz Lino é Jornalista, Mestre em Comunicação Social e Especialista
em Administração de Marketing e Propaganda. É também Diretora da CR
Comunicação Empresarial, empresa voltada ao desenvolvimento de ações e
estratégias de comunicação. |
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Na grande maioria das vezes economia de
custo não significa aumento de lucratividade. Em comunicação então, pode
significar prejuízo de imagem e de clientes. Economizar em aparência, em
conteúdo, em apresentação, em relacionamento, e em exploração de
oportunidades que não chegam a ser percebidas por falta de atenção
direcionada e excesso de zelo com os investimentos, pode significar anos de
estacionamento e perda do poder de competitividade no mercado.
Os custos desnecessários
devem ser abandonados com um planejamento bem feito e com a aplicação de
pesquisas de opinião pública para que as atitudes de comunicação tenham
resultados seguros. Definir os públicos é a primeira tarefa. Entendê-los vai
ajudar a definir os investimentos. Antes de um trabalho de comunicação
empresarial, é preciso saber como pensa diretoria, gerência e funcionários,
e também os demais públicos envolvidos direta e indiretamente como governo,
imprensa, comunidade onde a empresa está instalada, comunidade de negócios,
fornecedores, entre outros. Líderes destes públicos devem ser entrevistados
para sejam traçados perfis e imagem. Não adianta, por exemplo, investir em
um jornal para empregados, se o que o funcionário deseja a empresa não
oferece.
O que custa caro é o
investimento mal feito porque ele não trará retorno. Por isso, antes de
partir para a atividade de comunicação em si, é preciso ter claro conceitos,
imagem e objetivos. Todo “remédio” só deve ser aplicado quando se conhece a
“doença” para que realmente produza bons resultados. Ao se iniciar uma
atividade com a imprensa, por exemplo, há necessidade de disposição de
abertura da empresa, de não ter números confidenciais, de ser notícia na
felicidade e no infortúnio.
O anonimato não existe
mais. As empresas precisam estabelecer relacionamentos com seus públicos. As
pessoas esperam hoje muito mais das empresas do que esperavam há bem pouco
tempo. Por que tantas empresas investem tanto tempo e dinheiro para criar
imagem? Tudo se inicia quando se estabelece a filosofia do negócio, em
poucas palavras, a responsabilidade social. As empresas estão sendo forçadas
a não operarem apenas visando o lucro ou produzindo mais e melhores produtos
ou serviços. Instituições e públicos querem que as empresas operem de
maneira que o que quer que façam não venha em detrimento dos bens sociais e
pessoais, que incluem produtos e serviços, meio ambiente, direito humano e
civil. Por isso as empresas precisam conhecer seus públicos, integrar-se,
comunicar-se bem com eles, criar envolvimento e participação.
Planejamento, conhecimento
da opinião pública, programas bem elaborados de comunicação, produtos de
relacionamento bem acabados e visão de responsabilidade social vão fazer com
que a empresa se fortaleça e ganhe mercado, clientes e imagem positiva ao
invés de, ao contrário, pensar com foco no custo, economizando visão,
mercado e futuro.
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