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Que conselho daria
para uma empresa low-profile, que ainda não conhece o poder de comunicar-se
e relacionar-se com os diversos públicos? O que pode acontecer com esta
companhia no momento atual e futuro?
A
pergunta foi feita a Jeffrey Sharlach, presidente do The Jeffrey Group,
especializado na comunicação para mercados latinos. A resposta: "O
conselho é: comece um programa de comunicação imediatamente. Porque esse
programa feito de uma forma continuada vai adicionar valor à marca e à
companhia. Quando pegamos os rankings das empresas mais admiradas, vemos que
elas investem muito dinheiro na construção e no gerenciamento constante das
suas imagens. Ou seja, o gerenciamento da imagem traz resultados como o
reconhecimento da sua marca, do seu produto e do seu nome em qualquer parte
do mundo".
Esta
regra se aplica a toda empresa, independente da fatia atual de mercado.
Relacionar-se é fazer a tarefa de casa bem feita. Não se pode mais imaginar
que a comunicação dirigida ao cliente e potencial consumidor será suficiente
para a manutenção e conseqüente competitividade da empresa no mercado.
Também não se pode crer que investimentos únicos ou isolados sejam
'salvadores da pátria'. A chave é planejamento, atenção aos públicos e
continuidade de ações.
É até
comum as empresas procurarem consultorias de comunicação com uma meta já
definida: fazer um jornal, uma revista, uma campanha, um lançamento. Mas o
que se precisa definir antes é se estes investimentos vão atender aos
desejos de comunicação do público a que se destinam.
O
diagnóstico feito através de pesquisas e aprofundamento de dados é essencial
para o direcionamento das atividades da comunicação empresarial. O desafio
hoje dos profissionais da área é o de ser estratégico, criativo e pensar
mais. A execução vem depois das idéias bem fundamentadas para se gerar o
processo de comunicação.
Já
existem pesquisas que apontam a queda da influência da mídia. O número de
leitores de jornais vem caindo substancialmente no mundo todo segundo a Word
Association of Newspapers. Também se constata que os telespectadores de
televisão ficaram muito dispersos e fragmentados, ou seja, prestar atenção
na informação não é mais uma questão lógica.
Então,
manter uma comunicação somente com clientes e potenciais clientes através
dos veículos de comunicação de massa não implicará mais em bons resultados
de fortalecimento de marca e valorização do patrimônio construído. É preciso
causar admiração no público e aprender a relacionar-se com cada qual. O
querer-bem vem depois da confiabilidade que só se adquire através da
transparência.
Relacionar-se é ser transparente, é proporcionar desenvolvimento dos
públicos que cercam a organização, é oferecer para a sociedade opções de
melhoria de vida, de incentivo ao crescimento conjunto.
E isso
se faz através de bons projetos de comunicação empresarial acessíveis a
qualquer empresa que consiga entender a importância da comunicação
institucional para se acrescentar valor à marca e permitir a permanência
desta mesma marca no mercado consumidor. Só depois disso, a comunicação
mercadológica realmente terá valor sob o ponto de vista da expansão e
permanência da empresa no mercado.
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