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Custos inteligentes
Em épocas de crise
econômica e retração de investimentos, o passo mais importante é como a
empresa vai redimensionar custos para sobreviver no mercado. A matéria de
capa da revista Exame de tempos atrás trouxe exemplos de redução de custos
que respondem à pergunta: por que algumas empresas conseguem crescer ao
apertar o cinto enquanto outras de tornam anoréxicas? A resposta é: enquanto
as primeiras optaram pela inteligência, as últimas ficaram com os cortes
burros.
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Cláudia
Romariz Lino é Jornalista, Mestre em Comunicação Social e Especialista
em Administração de Marketing e Propaganda. É também Diretora da CR
Comunicação Empresarial, empresa voltada ao desenvolvimento de ações e
estratégias de comunicação. |
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Em épocas de crise econômica e retração
de investimentos, o passo mais importante é como a empresa vai redimensionar
custos para sobreviver no mercado. A matéria de capa da revista Exame de
tempos atrás trouxe exemplos de redução de custos que respondem à pergunta:
por que algumas empresas conseguem crescer ao apertar o cinto enquanto
outras de tornam anoréxicas? A resposta é: enquanto as primeiras optaram
pela inteligência, as últimas ficaram com os cortes burros.
Para ser inteligente é preciso entender realmente qual o negócio
da empresa, o que traz valor para o produto ou serviço e o que não garante
nenhum benefício ao cliente. Em resumo, o corte de custos deve melhorar a
forma das empresas fazerem negócio.
Os custos devem ser acompanhados no dia-a-dia. A opção por um
programa de redução deve ser eterna, sob pena da perda de vigilância
acarretar o chamado efeito sanfona típico das dietas mal sucedidas. Se o
regime é interrompido, as gorduras começam a voltar. Por isso, é preciso
critério na hora dos cortes. Cortar verbas publicitárias que são as
responsáveis por colocar o produto no mercado e as demais verbas de
comunicação que sustentam a imagem empresarial, é agir burramente. A mesma
coisa é cortar verbas de pesquisa para uma empresa que vive de novas
tecnologias.
Os cortes têm
que acontecer em locais que não comprometerão futuramente o desempenho do
produto ou da própria empresa no mercado. Quando o programa de redução é mal
feito, os cortes poderão inibir o crescimento futuro da organização.
Em 2001, a
consultoria Mercer fez uma pesquisa sobre o desempenho de 116 empresas
americanas que promoveram cortes de custos entre 1987 e 1992. Por causa de
programas ineficientes, 71% diminuíram o faturamento nos cinco anos
seguintes. Em contrapartida, outra pesquisa da Bain & Company com 40
empresas que apresentaram lucro crescente nos últimos anos, demonstra que
quase metade desses ganhos vem de programas bem-sucedidos de redução de
custos.
Um dos
exemplos mais evidentes de corte nos custos que não comprometeu o negócio
empresarial foi a decisão da GM em cortar o café grátis de toda a área
administrativa. No ano passado, a empresa gastou R$ 4 milhões com cafezinho
para os seus 17.500 funcionários. A HP conseguiu reduzir em 30% o gasto com
energia elétrica mudando o horário de limpeza das salas da empresa do início
da noite para o início da manhã.
O fato é que
os anos mostram que demitir, fechar fábricas, cortar publicidade, tirar
verbas de pesquisa para desenvolvimento de novos produtos pode ser a saída
mais fácil, com resultados mais rápidos, mas igualmente perecíveis. Cortar
os custos inteligentemente vai garantir a sobrevivência da empresa no
mercado.
Com a
economia brasileira crescendo modestamente, acrescida dos altos juros do
mercado financeiro, a necessidade de se readeqüar os gastos é iminente.
Todos os setores da economia estão vivenciando o que já não é mais uma
questão de opção e sim de permanência no mercado. No entanto, a necessidade
urgente de cortes pode comprometer seriamente a competitividade. A área da
comunicação é, historicamente, uma das que sente imediatamente a redução de
custos. Para se equilibrar, a empresa acaba cortando o canal de comunicação
com seus públicos, aquele responsável pela divulgação, visibilidade,
consumo, imagem e, conseqüentemente, pelo futuro da empresa e de seus
produtos e serviços no mercado.
Os sistemas
de gestão de custos devem se diferenciar de acordo com as estratégias das
empresas e, os gestores, devem entender o que pode e o que não pode ser
cortado para que a empresa não seja engolida pelo mercado com o passar dos
anos, se enfraquecendo diante de seus públicos e da sociedade em geral pela
falta de comunicação e de fortalecimento da imagem empresarial.
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