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Marketing de Atitude
“Pense no nome do maior
executivo, no mais competente que você conheça. Proponha-lhe o seguinte
projeto: suba até o morro da Mangueira e procure arregimentar 10 mil
voluntários. Monte, com a colaboração deles, o projeto de um show monumental
que envolva a contratação de dezenas de técnicos, estilistas e coreógrafos.
Cada pessoa do grupo terá de comprar uma fantasia que custará três meses
de salário para usá-la numa única noite. Todas terão de comparecer duas
vezes por semana à quadra da escola para ensaiar. Tudo isso sem ganhar nada.
Terão de levantar 1 milhão de dólares
para pagar as despesas, locomover-se por conta própria para o local do
desfile, chegar pontualmente, obedecer cegamente às ordens dos fiscais e, se
a escola não ganhar, chorar”. |
Cláudia
Romariz Lino é Jornalista, Mestre em Comunicação Social e Especialista
em Administração de Marketing e Propaganda. É também Diretora da CR
Comunicação Empresarial, empresa voltada ao desenvolvimento de ações e
estratégias de comunicação. |
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Exemplo fantástico
descrito em artigo do publicitário Julio Ribeiro, publicado em 2003 pela
Revista Exame, mostra como é possível fazer com que pessoas de um grupo
realizem projetos com alegria e crença no valor da causa proposta, e de como
isso é importante para o sucesso de qualquer empresa.
O
artigo começa assim: “Pense no nome do maior executivo, no mais
competente que você conheça. Proponha-lhe o seguinte projeto: suba até o
morro da Mangueira e procure arregimentar 10 mil voluntários. Monte, com a
colaboração deles, o projeto de um show monumental que envolva a contratação
de dezenas de técnicos, estilistas e coreógrafos. Cada pessoa do grupo terá
de comprar uma fantasia que custará três meses de salário para usá-la numa
única noite. Todas terão de comparecer duas vezes por semana à quadra da
escola para ensaiar. Tudo isso sem ganhar nada. Terão de levantar 1 milhão
de dólares para pagar as despesas, locomover-se por conta própria para o
local do desfile, chegar pontualmente, obedecer cegamente às ordens dos
fiscais e, se a escola não ganhar, chorar”.
O que
torna tudo isso possível é a atitude das pessoas que compõem o grupo. Todas
trabalham motivadas a conquistar o campeonato. Existe uma causa tão
intrínseca nessas pessoas que dispensa fiscalização para saber se estão
cumprindo as etapas estabelecidas para o sucesso do projeto. E o mais
interessante, é que tudo isso pode ser aplicado em qualquer tipo de
organização, basta que a empresa esteja preparada a criar valores a ser
defendidos por seus funcionários. O depoimento de Sam Walton, proprietário
da Wal-Mart, ilustra esta idéia: “Se quiser que os seus funcionários
cuidem bem de seus clientes, você precisa cuidar bem deles”.
O
empresário é o herói de sua própria história, cita Júlio Ribeiro. E
continua: “O que se está constatado na análise das empresas vitoriosas é
que uma atitude proativa, baseada na crença de seus próprios valores, cria
um valor competitivo adicional de grande importância e praticamente ignorado
até agora”. O caminho é descobrir quais os valores que os funcionários
acreditam; se estes valores são os da empresa; e se existe algum grau de
comprometimento mútuo. Júlio Ribeiro cita pesquisas feitas em lojas de
varejo que constatam que a simples atitude de os vendedores conversarem com
os clientes, aumenta o valor da compra.
Na
verdade, se a empresa não cria os valores a serem defendidos mutuamente, os
funcionários acabam criando seus próprios valores. E se o pessoal de venda
for neutro ou hostil com a empresa, todas as verbas empregadas em uma grande
campanha publicitária se perderão. Se a empresa e suas marcas não possuírem
diferenças éticas, sociais ou afetivas com seus consumidores, a propaganda
não vai funcionar bem. Cabe aos empresários estar atentos em despertar
dentro de suas organizações motivação suficiente para instigar atitudes
capazes de transformar ambientes e contaminar consumidores.
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